Notícias

Publicidade
Publicidade


11/01/2019 08:33

Inflação oficial fecha 2018 em 3,75%



Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, fechou 2018 em 3,75%, abaixo do centro da meta fixada pelo governo, que era de 4,5%. Em 2017, o índice ficou em 2,95%.

Inflação acumulada
em %
em % ao anoIPCAMeta central de inflação19981999200020012002200320042005200620072008200920102011201220132014201520162017201802,557,51012,515
2006
 Meta central de inflação: 4,5
Fonte: IBGE e Banco Central / Obs.: As metas de 2003 e 2004 foram alteradas durante o ano

O resultado, divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), veio dentro do esperado pelo mercado e cumpriu com folga a meta de inflação perseguida pelo Banco Central e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que era entre 3% e 6%.

A previsão dos analistas era de uma inflação de 3,69%, segundo última pesquisa Focus do Banco Central.

 

Plano de saúde, energia e gasolina foram os vilões do ano

 

Segundo o IBGE, a inflação de 2018 foi pressionada principalmente pelos preços dos produtos e serviços de habitação, transportes e alimentos. Juntos, estes três grupos foram responsáveis por 66% do IPCA do ano.

Individualmente, o preço do plano de saúde foi o item de maior impacto na inflação do ano, segundo o IBGE. Com alta acumulada de 11,17%, os planos de saúde responderam por 0,44 p.p. do índice geral de 2018.

Na sequência, os outros dois itens com maior impacto individual no indicador foram a energia elétrica, com alta de 8,7% e impacto de 0,31 p.p. no índice, e a gasolina, que aumentou 7,24% nos 12 meses impactando em 0,31 p.p. o IPCA acumulado do ano.

Veja abaixo a inflação acumulada em 2018 por grupos pesquisados e o impacto percentual de cada item:

 

  • Alimentação e Bebidas: 4,04% (0,99 p.p.)
  • Habitação: 4,72% (0,74 p.p.)
  • Artigos de Residência: 3,74% (0,15 p.p.)
  • Vestuário: 0,61% (0,04)
  • Transportes: 4,19% (0,76 p.p.)
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 3,95% (0,48 p.p.)
  • Despesas Pessoais: 2,98% (0,33 p.p.)
  • Educação: 5,32% (0,26 p.p.)
  • Comunicação: -0,09% (0 p.p.)

 

 

Inflação em dezembro

 

O IPCA de dezembro foi de 0,15%, a menor variação para um mês de dezembro desde o início do Plano Real, em 1994.

Inflação oficial mês a mês
Variação mensal dos preços, em %
0,290,290,320,320,090,090,220,220,40,41,261,260,330,33-0,09-0,090,480,480,450,45-0,21-0,210,150,15Jan/18Fev/18Mar/18Abri/18Mai/18Jun/18jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez//8-0,5-0,2500,250,50,7511,251,5
Fonte: IBGE

 

Perspectivas para 2019

 

Para 2019, os economistas das instituições financeiras projetam um IPCA em 4,01%, segundo a pesquisa Focus. A meta central deste ano é um pouco menor, de 4,25%. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 2,75% a 5,75%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o BC eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 6,5% ao ano.

LImites da inflação — Foto: Arte G1LImites da inflação — Foto: Arte G1

LImites da inflação — Foto: Arte G1

A inflação acumulada em 2018 foi pressionada principalmente pelos preços de combustíveis, energia elétrica, plano de saúde. Em outubro, o índice acumulado em 12 meses chegou a 4,56%, mas desacelerou nos dois últimos meses do ano, favorecido pela queda do preço da gasolina e recuo do dólar. Em novembro, o país registrou deflação de 0,21%, a menor taxa para o mês desde 1994.

Educação Financeira: entenda o que é a inflação e como ela afeta sua vida

Educação Financeira: entenda o que é a inflação e como ela afeta sua vida

 

INPC fica em 3,43% em 2018

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para os reajustes salariais e dos benefícios previdenciários, ficou em 3,43% em 2018. Em 2017, ficou em 2,07%.

Em dezembro, o índice apresentou variação de 0,14%.