Esportes

Publicidade
Publicidade


13/09/2018 07:40

Flamengo empata e Palmeiras perde em casa pela Copa do Brasil



Corinthians não teve uma atuação brilhante, mas mostrou dedicação e organização defensiva como há algum tempo não se via no clube. Diante de um Flamengo que sofreu para vencer as linhas de marcação alvinegras, o clube paulistano tentou no primeiro tempo, só se segurou no segundo e cravou um resultado de 0 a 0 na noite desta quarta-feira, no estádio do Maracanã, pela primeira partida da semifinal da Copa do Brasil.

Os dois times decidem a vaga na decisão do torneio nacional no próximo da 26, uma quarta-feira, na Arena Corinthians. Até, no entanto, disputam duas rodadas do Campeonato Brasileiro, esfriando um pouco o clima de decisão que tomou conta do embate nos últimos dias.

O próximo compromisso dos comandados de Jair Ventura será contra o Sport, às 19h (de Brasília) do domingo, em Itaquera, na tentativa de afastar a equipe da zona de rebaixamento do torneio. Barbieri e seus atletas, por outro lado, encaram o clássico contra o Vasco, no sábado, às 19h (de Brasília), na capital federal.

 

Flamengo fica com a bola, mas erra

O Corinthians entrou em campo na noite desta quarta-feira com a clara proposta de barrar as investidas do habilidoso meio-campo adversário. Carente de alguns ajustes, a trinca de volantes Ralf, Gabriel e Douglas demorou a barrar as investidas, vendo Vitinho assustar em um chute da entrada da área. Clayson e Romero, voltando para formar uma linha de 5 à frente da defesa, ajudaram a deixar o time mais seguro.

 

Passado o susto inicial, o Timão começou a sair um pouco mais da sua defesa e quase abriu o placar em uma bobeada de Lucas Paquetá. Colocado em campo mediante grande esforço da diretoria flamenguista, que fretou um voo para trazê-lo dos Estados Unidos, onde defendeu a Seleção Brasileira na terça-feira, o meia recuou bola curta para Diego Alves, Clayson interceptou, invadiu a área e bateu forte, mandando na rede pelo lado de fora.

 

Pouco depois, Clayson deu belo drible em Éverton Ribeiro, tabelou com Jadson e serviu Douglas dentro da área. O volante chutou cruzado, mas mandou para fora. A resposta dos donos da casa não tardou. Após uma bola afastada parcialmente para a defesa, Cuellar jogou de novo para a área e Paquetá, com o pé direito, chutou cruzado, exigindo boa defesa de Cássio, espalmando para o lado.

 

Até o intervalo, o camisa 12 ainda teve outra ótima intervenção quando Vitinho cobrou escanteio pelo lado direito, Danilo Avelar desviou para trás e o goleiro conseguiu fazer boa defesa. O mesmo Vitinho tentou em bom lance pela esquerda, ganhando da marcação de Gabriel e cruzando rasteiro para o meio da área, mas Uribe, atrasado e atrapalhado por Henrique, não conseguiu concluir.

Corinthians não deixa passar nada

 

Os dois times voltaram para a etapa final com a mesma formação, aparentemente satisfeitos com o que foi apresentados nos 45 minutos iniciais. De novo na bola parada, principalmente escanteios, o Flamengo buscou testar a defesa corintiana pelo alto e, se não conseguiu uma finalização de perigo, ao menos ameaçou em jogadas que demoraram a ser afastadas pela retaguarda. Na melhor delas, Ralf, na linha da pequena área, evitou finalização de Réver.

 

Vitinho seguiu como a melhor opção dos donos da casa, sempre tentando a jogada individual, apesar da forte marcação. Em ouro lance do ponta esquerda, a bola foi rolada para Lucas Paquetá chutar forte da entrada da área, mas parar em defesa segura de Cássio. Foi o último lance do meio-campista da Seleção em campo, substituído, assim como o centroavante Uribe. Entraram Willian Arão e Henrique Dourado.

 

Os donos da casa viram Arão cair bem pelo lado direito e cruzar várias vezes, mas sempre parando na boa atuação de Henrique. Jair perdeu Fagner e Gabriel, visivelmente cansados, e mandou a campo Paulo Roberto e Araos na tentativa de dar mais gás ao time. A única alteração por opção foi a entrada de Mateus Vital na vaga de Clayson, que já não conseguia puxar os contragolpes corintianos.

Coube a Vital conseguir o único lance mais perigoso do alvinegro, dando pelo drible em Léo Duarte e servindo Romero. O paraguaio, porém, longe das suas noites iluminadas do último mês, cruzou mal para trás. Os minutos finais foram de pressão intensa, mas sem grandes finalizações dos donos da casa, vaiados pela sua torcida.

 

 

Palmeiras X Cruzeiro - O Cruzeiro está um passo mais próximo da final da Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, a Raposa visitou o Palmeiras no Allianz Parque, em confronto de ida da semifinal do torneio mata-mata, e venceu por 1 a 0 com tento anotado pelo ex-palmeirense Barcos, que desencantou após 11 jogos. No minuto final, Antônio Carlos empatou para o Verdão, mas a arbitragem anulou o gol e não aceitou a consulta ao VAR (Vídeo Árbitro).

Quando os times subiram ao gramado a torcida alviverde começou seu espetáculo. Os mais de 32 mil presentes levantaram um mosaico por todo o setor inferior da Arena com os dizeres “O Primeiro Palestra Itália”, em provocação ao rival da noite, que um dia foi homônimo. Com lugares ainda vazios, porém, o desenho ficou incompleto. Foi um indício de que o Chiqueiro não terminaria os 90 minutos em festa.

 

Com apenas quatro minutos, quatro palmeirenses falharam na marcação e o Cruzeiro abriu o placar com Barcos, que desencantou após jejum de 11 jogos. Dudu tentou drible no ataque e perdeu a bola, Diogo Barbosa demorou na recomposição e Edu Dracena precisou cobri-lo na esquerda. O zagueiro, junto com Thiago Santos e Bruno Henrique foram envolvidos em tabela de Thiago Neves com Robinho, que deixou Barcos na cara do gol para tocar na saída de Weverton.

Pela primeira vez com Felipão, o Palmeiras precisaria buscar uma virada. A equipe só havia saído atrás no marcador contra o Cerro Porteño-PAR, pela Copa Libertadores, mas na ocasião, o revés mínimo garantia (como de fato aconteceu) a classificação palestrina. E precisando reagir, o Verdão não mostrou repertório para vencer uma linha de quatro e outra de cinco marcadores bem posicionados por Mano Menezes.

 

As melhores (e únicas) oportunidades do Alviverde no restante da primeira etapa aconteceram logo após o gol sofrido. Dudu assustou Fábio com chute colocado de dentro da área, e Willian acertou o travessão em finalização prensada pelo cruzeirense Léo. Na reta final, Borja chegou a balançar as redes, mas a bomba do colombiano foi pelo lado de fora.

 

Já desacostumada a sair atrás no marcador, a torcida mandante mostrou impaciência. A cada passe errado era uma reclamação, cada roubada de bola suscitava pedidos de pressa, mesmo sem opções para dar sequência às jogadas. Alguns atletas, como Edu Dracena e Moisés não conseguiram repetir o futebol que vinham demonstrando, enquanto outros, como Mayke, claramente sentiram a pressão das arquibancadas.

 

Para a etapa final, Felipão voltou do intervalo com a substituição padrão: sacou seu volante marcador, Thiago Santos, e colocou um meio-campista, Lucas Lima. A mudança tornou o Palmeiras ainda mais ofensivo, mas não criativo. O Verdão seguiu apostando em jogadas individuais de Dudu pelo lado direito, mas o camisa 7 não esteve inspirado como nos últimos jogos. Os erros de passe e nenhuma infiltração pelo meio da defesa celeste completaram o cenário de dificuldades alviverde.

À metade do segundo tempo, Mano Menezes, que já havia sido obrigado a sacar Arrascaeta para a entrada de Rafinha durante os 45 minutos iniciais, trocou Robinho por Bruno Silva, e Barcos por Raniel. A estratégia era clara, fechar ainda mais o time e apostar na velocidade do jovem atacante nos contra-ataques.

 

Scolari, por sua vez, sem ter Guerra, Gustavo Scarpa ou Deyverson no banco de reservas, precisou recorrer ao garoto Artur, que entrou no lugar de Borja. Willian passou a ser o centroavante e Dudu foi jogar pelo lado esquerdo.

 

O jogo ganhou contornos ainda mais dramáticos já aos 36 minutos, quando o Cruzeiro ficou com um jogador a menos. Muito pressionado pelo Cruzeiro antes de a bola rolar, Wagner Reway deu toque de mão de Edilson em finalização de Willian fora da área. O cruzeirense seguiu reclamando com a arbitragem, recebeu a segunda advertência e acabou expulso.

Com a desigualdade numérica, o jogo pegou fogo nos minutos finais dos sete acrescidos por Wagner Reway. Aos 48, Egídio quase marcou contra, mas Fábio fez milagre para evitar. O lance resultou em grito uníssonos pelo lateral esquerdo, tanto dos palmeirenses, ironicamente, quanto da torcida visitante. No minuto seguinte, Lucas Lima recebeu dentro da área, finalizou com a perna direita, mas a bola explodiu no travessão.

 

E já no minuto final, Antônio Carlos balançou as redes, mas o árbitro anulou o gol e marcou falta de Edu Dracena em disputa com Fábio pelo alto. Os palestrinos pediram que o juiz consultasse o VAR, mas ele pediu que o goleiro celeste cobrasse a infração e terminou o duelo.

 

Gazeta.net